Se tem um eletroportátil que dominou a cozinha brasileira nos últimos anos, é a fritadeira sem óleo. Em 2026 ela deixou de ser novidade e virou item básico — o que muda é a briga entre modelos de 3, 4 e 5 litros, e é aí que a maioria erra na hora de comprar.
Por que 4-5 litros é o ponto certo
Modelos abaixo de 3 litros parecem mais baratos, mas obrigam a fazer porções em duas ou três levas — o que anula boa parte da economia de tempo que motivou a compra. Já os modelos acima de 6 litros custam bem mais e ocupam um espaço de bancada que a maioria das cozinhas brasileiras não tem sobrando. A faixa de 4 a 5 litros, geralmente entre R$200 e R$400, atende bem famílias de 2 a 4 pessoas sem exagerar no preço nem no tamanho.
Na prática: se você mora sozinho ou faz porções pequenas, um modelo de 2-3L pode bastar. Para casal ou família, vá direto de 4-5L — comprar o menor "pra economizar" costuma sair mais caro no fim, porque você acaba usando duas vezes mais.
O que olhar antes de comprar
- Cesto antiaderente removível — facilita muito a limpeza e evita que o revestimento descasque com o tempo.
- Controle de temperatura independente do tempo — modelos muito básicos só têm um botão de potência, o que limita receitas.
- Nível de ruído — alguns modelos mais baratos são bem barulhentos; vale checar avaliações que mencionem isso.
- Garantia e assistência técnica — prefira marcas com rede de assistência no Brasil, não só importadas.
O que pesa contra
Nenhum produto é perfeito. A air fryer ocupa espaço de bancada de forma permanente — se sua cozinha é pequena, isso é um fator real. E receitas com muito líquido (tipo ensopados) simplesmente não funcionam nela; é uma ferramenta pra assar e empanar, não substitui o fogão.
Nossa recomendação
Modelo de 4-5L, cesto antiaderente removível e controle independente de temperatura e tempo.
Vale a pena?
Para quem cozinha em casa com frequência, sim — o retorno em praticidade compensa o investimento em poucos meses. Para quem come fora na maior parte da semana, talvez o eletrodoméstico fique parado na maior parte do tempo, e aí o custo-benefício cai.